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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Em busca da escrita fundamental

Minha escrita pode ser tudo, menos sistemática, não tenho método, ao sentar para escrever, tudo pode acontecer, várias vezes o texto já está escrito, mas conforme vou digitando, as palavras se mostram com vontade própria, dançam sua dança livre e nem sempre tenho controle.
Certas pessoas questionam meu desejo de escrita, dizem que eu exponho minha família meus amigos e parentes, eu discordo completamente, essa foi a razão pela qual decidi não usar nomes.
Acho curioso que sinto em algumas pessoas um certo constrangimento, mas já faz tempo que descobri, não posso fazer nada a respeito, não posso refrear esse desejo, essa necessidade, já me perguntaram por qual razão eu publico, se a necessidade é escrever, não sei, vai ver eu seja mesmo exibida, vai ver...
Ou não, de repente eu esteja mesmo tentando atingir um texto muito bem escrito, reflexivo, emocionante, emotivo, engraçado, espirituoso, leve, profundo, me interessa escrever, me interessa encontrar o um estilo, o meu tom, é importante se conhecer, a escrita é apenas uma das partes que fazem compõe uma pessoa.
Acho que a escrita, o desenho são linguagens que devem ser aprimoradas, devem ser lapidadas, se haverá um observador, um leitor, isso é uma outra história, o fato de estar publicado determina um desejo.
Penso que todo mundo deveria se dedicar, pelo menos um pouquinho, à escrita, ao desenho, às diversas formas de expressão, secada um entrasse em contato com esse seu universo, talvez a comunicação entre as pessoas ficasse menos ruidosa.
Isso é coisa de professorinha!

domingo, 23 de janeiro de 2011

História Única

Recebi de uma amiga querida um vídeo muito interessante, assisti e adorei.
Achei interessante, talvez ela tenha lembrado de uma situação curiosa que eu comentei com ela.
Não sou completamente responsável pela escolha dos livros que eu leio, alguns eu vou à estante da biblioteca, da livraria ou da casa de um amigo ou parente e escolho, quero ler esse livro, às vezes por recomendação, às vezes por curiosidade ou qualquer outra coisa. Muitos livros me escolhem.
Sim senhor, sou escolhida por certos livros, foi em 2008 que uma tendência de livros se iniciou, peguei na biblioteca um livro do Mia Couto, o "Terra Sonâmbula", fiquei chocada com a escrita com a história com o jeito que ele mistura a fábula com a realidade do personagem, procurei esse livro pois em algum lugar o Saramago escreveu maravilhas sobre o livro, de fato, maravilhoso.
Um dia no supermercado, vi na prateleira um livro, "Feras de lugar nenhum", comprei e li.
Depois encontrei na biblioteca o "Desonra" do Coetzee, que já tinha sido laureado, também me deram para ler "Canção na Relva", afinal a Doris Lessing havia acabado de ganhar o Nobel.
Li muitos livros da Doris Lessing e do Coetzze, apareceu o Le Clésio em minha vida e eu li, "Peixe Dourado", "O Africano" e "A Quarentena".
Outro que me caiu nas mãos foi o "Infiel".
No final das contas eu li um número considerável de livros sobre a África escrito por homens e mulhers, nascidos ou não, negros e brancos, ao assistir esse vídeo, pensei muito em nós mesmos.
Nós brasileiros somos um povo estigmatizado, o "mundo desenvolvido" nos julga tão evoluído quanto o homem de neandertal, muitos duvidam de nossa capacidade intelectual, há um milhão de histórias sobre cobras, índios e mulheres peladas que circulam em nossa capital, Buenos Aires.
Nós brasileiros do topo da pirâmide "financeira", também estigmatizamos os brasileiros da base. Todos conhecemos opiniões escandalosas sobre a pouca força de vontade das pessoas pobres do nosso país.
Sem me aprofundar muito nessa conversa, estamos nos dois lados da mesma moeda, nem sempre somos capazes de mudar a atitude, esse vídeo serve para isso, abrir os olhos e o coração.
Espero que seja possível mudar essa situação!