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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Lembrete


Dia 8 de abril é o dia de dar asas a um livro. (Ó o selinho ai ao lado!)

O livro que vai ganhar asinhas foi escolhido, o lugar onde ele será colocado, também, estou ansiosa... vou ficar de butuca, esperando que alguém descubra que ganhou um livro!
Decidi participar do BookCrossingBlogueiro por uma razão bem particular, sempre tive vontade de encontrar um livro alado... como nunca achei, pensei que se muitas pessoas participarem desse movimento, tenho maiores chance de achar algum.
Eu já comentei aqui que, já faz tempo que não escolho os livros que leio, eles é que me escolhem, não sei como, mas eles acabam me dizendo o que devo ler, o livro certo vem ao meu encontro, pelas formas mais diversas possíveis! E o livro que vai ganhar asas? Também! O Livro se escolheu, apareceu na minha frente, sem mais nem menos ele estava na minha frente... só faltou me dizer... " Eu quero minhas asas!"....
Não estou propondo uma limpeza radical, nem uma ação de desapego radical, apenas sugerindo que se experimente uma atitude diferente.... Ainda dá tempo... vai lá na sua estante, vai... veja qual de seus livros está com vontade de mudar de ares!

quinta-feira, 10 de março de 2011

... Duas horas depois

(*) Continuação (Clique no *)
- Lorival? Ai, Lorival, você quer entrar? Não? A Matilde está aqui sim, quietinha, não é!
....
- Matilde, minha filha, você está acordada?
- Humm, hum...
- Vamos ver, espera um pouquinho só, preciso soltar isso...
- Humm...
- Esse tratamento é maravilhoso, você vai ver... o Lorival veio te chamar, eu falei que você não ia demorar, quando sair daqui, direto para casa, hein!
- ...
- Vou tirar primeiro da parte de baixo, para dar mais uma apurada na parte de cima!
- Ãnnn?
- Já desliguei a corrente elétrica, estou soltando essas cintas, pronto, falta pouco, olha só que beleza, está uma beleza...
- ...
- Pronto, agora vou tirar a máscara, espera, fica quietinha, não abre a boca, não vai engolir o ácido!
- Hum?
- Olha como ficou durinho! Puxa achei que ia soltar fácil... Aguenta firme... eu vou dar uma humidecida para puxar sem machucar a pele...nós não queremos machucar sua pele, não é querida?
- Adelaide! Eu não sei como é que eu ainda acredito em você, sua louca varrida!
- Ficou MA-RA-VI-LHO-SO... Matildinha Furacão.... ficou muito bom, não mexe, não mexe, só vou passar o finalizador, aimeudeusdocéu, vou tirar uma foto, que lindo!
- Adelaide, eu quase assei nessa geringonça!
- Nosssssa, olha como a pele reagiu bem!
- Adelaide, você me enrola, hein! Você esqueceu de mim aqui!
- Matilde, corre pra casa, o Lorival tá te esperando... amanhã antes da primeira cliente chegar, dá um pulo aqui que eu faço uma máscara extra!
- Tchau, Adelaide, vou fingir que não ouvi!
- Tchau, lá pelas oito, tá?
- Só se você for fazer ginástica comigo!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Especificação

Enquanto espero o meu molho apurar, liguei o computador, para dar uma olhadinha nas novidades, foi aí que me deparei com um detalhe, já publiquei um monte de receitas, todas deliciosas, por sinal, mas não coloquei aqui a receita do meu sugo que é insuperável!
Sou adepta de uma linha culinária moderna, prática, sem muita sujeira, sem nenhuma complicação, no meu cardápio não existem frituras, não espere que saia do meu fogão alguma coisa que exija, por exemplo, um tempo de preparo exagerado, com a presença da cozinheira mexendo a panela, nunca! Não adianta que nem quero saber como se faz fios-de-ovos, nem me interesso por goiabada cascão, essas coisas que precisam de muito tempo na beira do fogão!
Sou do tipo que gosta de caprichar, sou eu mesma que cozinho na minha casa, por opção, sou bem enjoadinha, (depois conto os detalhes!) prefiro encarar as panelas!
Acho que nasci sabendo cozinhar, mas só comecei a praticar quando contrai matrimônio, até então nunca havia disponibilizado um minuto sequer para tal tarefa. Se fosse nescessário era capaz de lavar a louça, mas a louça, isso não incluía panelas e travessas, era meu jeito de economizar para as horas de necessidade!
O meu molho sugo maravilhoso foi desenvolvido aos poucos, com a experiência, não que minhas cobaias tenham alguma vez sofrido com uma comida ruim, isso nunca, a passagem de certas receitas foi muito rápida no meu menu, meu público é exigente, mas ninguém aqui separa a cebola da comida ou não come alguma coisa de jeito nenhum, cada um tem sua preferência, nada é rejeitado! Acho que isso é um bom sinal!
Oficialmente aprendi a cozinhar, cozinhando, seguindo as receitas dos livros, pedindo dicas para as "mestras", assistindo programas de culinária (adoro) hoje eu uso os livros como base, faço muitas mudanças, arrisco bastante!
Então lá vai, a receita do meu sugo, que deve ser bem light.

Ingredientes:
Tomates
Alho
Cebola
Alho-porró
Cenoura
Salsão
Louro
Orégano
Pimentão vermelho
Sal
Óleo

Modo de Fazer (método speed)
Lavar os tomates e colocá-los para cozinhar em panela de pressão, quando apitar já pode desligar.
Passar os tomates (sem a água do cozimento) no liquidificador e peneirar.
Numa panela esquentar uma colher (sopa) de óleo e fritar o alho, a cebola, o alho porró e o pimentão cortado em tirinhas.
Juntar o tomate passado na peneira, colocar a cenoura raspada, salsão.
Temperar com sal, pimenta, orégano e louro.
Deixar apurar em fogo brando, fica pronto em 40 minutos!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Adelaide

Adeláide é cabelereira profissional, mas ataca de psicóloga, conselheira, há quem acredite que é adivinha, não erra uma! Há tempos, ela já foi dona de salão, ainda não existia chapinha, e alisamento era feito à base de touca, muitas clientes faziam misamplis, a moda era desfiar o cabelo e mandar bala no laquê, muito laquê, todo penteado era muito armado, muito elaborado. Ninguém saia de casa com o cabelo lambido.
As clientes ficavam várias horas com bobs nos cabelos, sentadas embaixo de um secador, parecido com um capacete, enorme.
Adelaide fazia de tudo, lavava, enrolava, penteava, enquanto arrumava os cabelos e fazia a cabeça das clientes, já naquele tempo, Adelaide tinha umas opiniões um pouco divergentes da maioria, achava que moça nova tinha que estudar, tinha que trabalhar, tinha que namorar, mas sem se amarrar, ela insistia que príncepe encantado era uma invenção para manter as mulheres submissas aos homens, pais e maridos! Moderna essa Adelaide!
As moças contavam as novidades sobre paqueras e namoros, Adelaide já previa, isso vai dar pano prá manga, ou "ixe" menina, não faça planos, esses ai não quer nada com a hora do Brasil!, muitas ficavam bravas, nem sempre gostavam da sinceridade de Adelaide, mas confiavam nela, ela sabia ler os sinais.
Adelaide, enquanto enrolava, penteava e mandava bala no laquê, dizia que barriga não segurava marido, tinha gente que não entendia que isso significava, todo homem quer ter filhos, Adelaide! Quer, quando ele decidir, não quando em outro momento! Presta atenção, minha filha, homem não gosta de se sentir acuado! Gravidez não é anel de noivado!
Ela achava que as moças deveriam saber se valorizar, mas os tempos eram outros, elas queriam se casar, se garantir, como são bobas essas moças, pensava Adelaide.
Ela era muito experiente e sabia como todas as histórias acabariam, ela sempre tinha um caso para contar.
Ficava triste quando percebia o quanto as moças se entregavam aos caprichos de namorados cheios de vontades e exigências, vivia dizendo que elas não abandonassem os estudos, não acreditassem em conversas sobre deixar o trabalho antes do casamento, Adelaide falava para as moças o que, muitas vezes, outras pessoas não sabiam como falar.
Com a moda dos cabelos ao vento, o movimento no salão diminuiu muito, Adelaide não se abalou, estava mesmo com vontade de dar uma virada na própria vida, já se sentia muito presa ao salão, tirou um diploma de massagista e continuou a atender as clientes, mas agora em domicílio.
Adelaide percebeu umas mudanças nas moças, há aquelas que sabem que precisam estudar, trabalhar e garantir o futuro, não querem saber de filhos antes dos trinta anos. Adelaide acha que isso é sinal de desenvolvimento, a mulher pegando o futuro nas mãos, decidindo sua história.
Adelaide ainda não está contente, vê muita menina, novinha de tudo engravidando a torto e a direito, achando que vai ganhar liberdade, Adelaide não entende, há muitas mocinhas que engravidam querendo, de homens que nem namorados são, essas moças ainda não entenderam, que homem gosta de sexo, só isso, sem compromisso!
Ela ficava boba de ver, como pode tanta moça sem informação? Mas a sobrinha de uma cliente falou para ela que não! Essas meninas estão mesmo querendo engravidar! Será o bonifácio? pensou Adelaide, ninguém está conversando com essas bobinhas? Elas não sabem que além de gravidez elas podem pegar doenças? A aids não perdoa ninguém!
Adelaide então decidiu, além de massagista em domicílio, agora virou ativista, é membro de uma ONG que luta pelos direitos da mulher pela prevensão das DSTs, AIDS, hepatites, Tuberculoses, Adelaide, finalmente encontrou um lugar com gente que pensa!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nascer Sabendo

Ontem, por motivo de força maior, passei a tarde como acompanhante no Pronto Socorro do Hospital do Câncer Antonio Prudente. Hospital de primeiro mundo, atendimento prá lá delicado e cuidadoso.
A paciente em questão teve o diagnóstico positivo para câncer de mama, já foi operada e agora está em tratamento, já fez três sessões de quimioterapia, está aprendendo a conviver com o sintomas, os enjôos, a náusea e todas as complicações decorrentes próprias do tratamento, inclusive a queda do cabelo.
Comprovamos, que as recomendações devem ser levadas ao pé da letra, a pessoa submetida à quimioterapia fica mais vulnerável, é possível manter uma rotina quase "normal", mas é preciso cuidado. Não ficou comprovado, mas pelo "jeitão" da coisa, ela "pegou" a mesma virose que o filho, essas coisas inevitáveis.
Ela está tratada e as cores voltaram logo que recebeu a medicação e o soro.
Devo lembrar que minha matéria é fraca para essas coisas, mas dessa vez eu mereci uma medalha! Me contive, fiquei firme, agi como uma verdadeira Ana Néri, uma beleza.
Enquanto estive ali pensei em muitas coisas, em primeiro lugar é que ainda há muito preconceito com os doentes, nossa sociedade ainda acredita que o câncer é uma doença desenvolvida pelo paciente! Que horror! Não é, é uma doença que se desenvolve por muitos motivos, mas não a vontade do doente, caso isso fosse verdade toda pessoa com depressão ficaria doente. Isso é uma maneira de afastar os doentes, de mantê-los sob a mira de olhares desconfiados.
Socialmente, de maneira geral e individualmente, particularmente, ainda não sabemos acolher as pessoas que estão em tratamento. Uma mulher careca pode ser considerada agressiva, agressivo é o tratamento, câncer não "pega" como um resfriado, ou uma conjuntivite, apesar da possibilidade do diagnóstico precoce (através de exames periódicos) e o tratamento estar cada vez mais avançado, as pessoas ainda não sabem como agir.
Isso não seria problema se isso não afetasse os pacientes, depois que as cores voltaram, a vontade de conversar também voltou, ela contou que muitas pessoas, ao vê-la careca, vieram conversar, querer saber, muitas contam suas experiências e acolhem com carinho, outras puxam conversa, mas não tocam no assunto, outros, no entanto, não se aproximam.
Antes do cabelo começar a cair, muitas pessoas que souberam de sua condição, tentaram animá-la dizendo que de repente o cabelo não cairia, mas nesse caso, a médica avisou, no décimo quinto dia ele cai, a paciente, inteligentemente, cortou o cabelo curtinho, assim foi fazendo uma adaptação, no dia marcado, ela encontrou, pelo chão da casa tufos de seu cabelo, raspou, então. Escolheu chapéus bonitinhos, ganhou lenços diferentes, mas ela sente calor então ela tira tudo, para a careca respirar, eu dou a maior força, ela tem que se sentir confortável, não precisa ficar preocupada com o que os outros pensam, pensamento é bom por que cada um tem o seu!
Muita gente não gosta de contar que está passando por uma situação dessas, fica receosa, não sabe como as pessoas vão reagir, acho que o paciente não precisa se preocupar com essas coisas, quem deve se preocupar, são todos os outros, temos que aprender com lidar com isso, com a dor do outro, precisamos aprender a sentir a dor do outro, sem passar do ponto e AGIR de maneira humana, é loucura a pessoa acometida por uma doença ter que consolar o outro, saudável e incapaz de se comportar com um mínimo de fineza.
Não nascemos sabendo como agir nessas situações, mas já é hora de aprender, temos que esquecer os velhos modos, aquele que ensinava a não olhar, não falar, fingir, fazer cara de paisagem... feio, né?
As novelas, desde "Laços de Família" vem tocando na questão, nem sempre de maneira positiva, achei o fim da picada aquela cena da Camila raspando o cabelo, deu um sensação de fim-do-mundo, tão pessimista, teve uma outra também, que foi horrível!
Assim como aprendemos a nos comportar usando um celular, a internet, os sites de relacionamento, temos que construir essa nova "etiqueta".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Minha voz continua a mesma....

Andando por ai, descobri esse site com um monte de templetes lindos, diferentes e, melhor de tudo, gratuitos e com explicação!!!!!! Eu preciso de explicação, eu não me chamo Steve, nem Bill!
Adoro mudanças, adoro novidades, encontrei esse ai, tão bonitinho, resolvi querer ele para mim, acontece que não é só querer, tem que saber certas coisas.
A filha que já pode votar não está em casa, o Moleque não gosta de mexer nessas coisas, a caçula, quem sabe se eu tivesse pedido...
O caso não é para quem pedir, mas o que fazer para conseguir sozinha... preste atenção, caro leitor, eu sou uma mulher que já passou dos 40... fui "digitada" (digital - alfabetizada) com quase trinta anos, num tempo em que o máximo que se fazia com um computador era escrever um texto sem precisar passar a limpo, internet? Tinha, não! Ah! e eu depois do curso básico num MSX, fiz umas 160 horas de curso em LogoWriter, MicroMundos e SuperLink (passei a primeira semana de 1995 fazendo um curso na IBM, na rua Tutóia... isso também vale um post especial!) desafio feito, se você sabe o quê são essas coisas, sabe que nada disso resistiu à internet.
Quando comecei a tomar contato com esse tal de mundo virtual a filha que já pode votar era bem pequenininha, aprendeu a conviver com computadores sem traumas, os outros dois nasceram e nós já tínhamos computador em casa, acho que isso faz um diferença na intimidade que temos ( os simples mortais, não estou pensando nos especialistas, com MBA e doutorado no assunto!), com a máquina.
Então, munida do meu Inglês funcional (que falha, mas não me abandona), insisti, pois sou brasileira, levei um monte se tombos (virtuais), mas no final consegui mudar a cara do blog, afinal mudanças fazem parte do processo.
E por falar em processo, ontem fui andar, boa maneira de manter as decisões de Ano Novo, foi muito bom, revigorante, aproveitei e me pesei, fiquei contentíssima, mesmo depois da "meia-maratona" das festas de final de ano ( meia-maratona, se fosse maratona haveria comido muito mais ), perdi quase um quilo! Sabe o que é isso? Emagrecer numa dieta baseada em lasanha? Estou muito contente!
Então o blog começa o ano começa com cara nova, com atitudes de renovação, mas sem perder a essência, afinal deve ser para isso que a gente faz tanta festa, para começar de novo!