sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Acaso? Não acredito nisso!

Pode ser que eu já tenha contado essa história, não garanto, em todo caso aconteceu assim:
Estou montando minha equipe, estou cadastrando, cadastrando, além do pessoal que já fazia parte da equipe na outra empresa, estou procurando outras interessadas.
Outro dia, procurando nas redondezas "plaquinhas" das empresas concorrentes, me deparei com um portão cheio delas, havia uma senhora numa janela e perguntei se ela era a revendedora, não era, ela me disse para chamar por dona Miúda, foi o que eu fiz.
Conversei com dona Miúda e a filha dela, elas ficaram de pensar, fui embora.
Mais tarde meu irmão passou aqui, veio trazer alguns documentos, aproveitou para me dar o telefone de duas pessoas, elas são as mulheres de dois entregadores que trabalham para ele, além disso, moram aqui pertinho.
Assim que ele foi embora liguei para a primeira, marquei uma visita para o outro dia, liguei para a outra, quando comecei a vender meu peixe ela me disse, mas você esteve aqui hoje! Ela era a mulher da janela, no dia seguinte, depois da visita que havia marcado, passei na casa dela para tomar um café!
Minha vida é cheia dessas histórias, às vezes completamente sem nexo como a história da carta fujona, outras tantas muito mais interessantes, quem explica? Na primeira empresa de cosméticos todos falavam de uma Marli, Marli prá cá, Marli prá lá, falavam como se eu fosse amiga dela, quando fui para a nova empresa, minha entrevistadora falava como se eu fosse íntima de Marli, parecia que a explicação não era suficiente, eu não conheço essa Marli. Quem diria, numa reunião de resultados encontro a tal Marli, e não é que eu conhecia mesmo a Marli? Trabalhamos na mesma escola! Interessante termos nos encontrado assim, há uma razão? Não sei, mas é bom encontrar alguém assim depois de tanto tempo!
Sempre fui ligada nessas coisas, há mil casos desse tipo.
Comecei a ler "A Vida Breve" de JC Onetti (uma indicação da Clara Lopes do "Linha de Pesca") um livro denso, em nenhum momento o leitor é preservado, é um desafio que estou encarando com calma, sem pressa, às vezes tenho que voltar, ler de novo, mas devo confessar, precisava de algo bem levinho para contrabalançar. Alguém me falou do "Caderno Vermelho" do Paul Auster, pedi para a minha livreira preferida um exemplar... curioso? O livro é um compilado de histórias sobre o acaso, sobre o inesperado, sobre o inusitado!
Assim como a cerejeira florida que encontrei depois que a Patrícia Daltro comentou meu post sobre o inverno florido! (A foto não ficou boa, mas a cerejeira está florido, amanhã, no final da tarde volto lá para tirar um foto mais bacaninha!)
O certo é que eu adoro ver a roda da vida dando suas voltas, às vezes, pensamos que estamos no comando, estamos mesmo?
Independente de acreditar ou não, eu acho que nada é por acaso!
Vou contar outros desses casos, aos poucos...

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