sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Foi assim?

A internet, que ainda não foi desvendada "na sua mais completa tradução", nos reserva surpresas, hoje estou com isso na cabeça.
Outro dia, uma amiga do tempo da adolescência apareceu no Facebook e propôs um reencontro, na primeira vez, desencontro geral, ninguém apareceu, mas na segunda, por um motivo e outro, um monte de gente estava lá, na hora marcada, eu não fui, mas sei que foi muito legal.
As fotos comprovam, o tempo passa para todo mundo, que bom!
Depois do primeiro encontro, logo surgiu a liderança, a mesma de trinta e tantos anos, que organizou uma lista, repassou os telefones e emails dos presentes e completou com os dados dos ausentes.
Até parece que o tempo não passou, de repente uma vontade de brincar , lembrar de situações, causos, embaraços... aquele que foi alvo da brincadeira, provocou, "olha que eu conto o acontecido naquele Reveillon", muitos responderam que não lembram, não estavam lá...
Isso também me trouxe um tanto de conforto, afinal eu estava lá, eu lembro do que fiz, e embora não me arrependa nem me envergonhe de nada, algumas coisas podem ser meio embaraçosas, mas visto a reação das pessoas, muitos se sentem igualmente embaraçados, estamos todos seguros!
Foi por isso que comecei a pensar, durante minha adolescência participei desse movimento de jovens organizado num colégio renomado de São Paulo, pretendia que os jovens pudessem ter uma vivência espiritual, e tinham.
Além dos momentos de reflexão, e voluntariado, aconteciam com muita frequência atividades sociais, festas, churrascos, reuniões, passeios, alguns organizados pelo movimento, mas a maioria eram iniciativas dos próprios jovens que gostavam de estar juntos. Os meninos, em sua maioria, estudavam no colégio, as meninas, não, afinal a escola era apenas masculina.
Muitos dos namoros da época acabaram em casamento, outros tantos foram experiências, no meu entender, o mais importante de tudo é que circulando no meio desse grupo estive segura, ai eu só posso falar por mim, apesar de alguns exageros com bebida, nunca fui mais longe, nem lembro de nada que tivesse extrapolado, havia um freio dentro do próprio grupo, uns cuidavam dos outros.
Cada um sabe de si, naquela turma, uns eram mais afoitos que outros, uns gostavam de experimentar mais que outros, no geral estávamos amparados por uma moral, havia uma ética, uma conduta que era esperada de todos, uma maneira de agir e pensar que nos preservou, e mesmo tentado romper limites, nos mantivemos dentro de uma possibilidade saudável.
Entre uma festa e outra, nos mobilizávamos e íamos cuidar de um asilo, a turma da engenharia pegava enxadas e limpava o terreno, o pessoal da medicina entrava nos quartos e cuidava de cada doente, de cada ferida, e depois, voltávamos lá, e fazíamos as valetas para a água da chuva não empoçar e tiráva-se a pressão dos velhinhos.
Comentando essa história com minha mãe, descobri que nela, ainda há passagens que ainda não foram reveladas, e alguns detalhes do tal Reveillon, ainda são obscuros!
Trinta anos depois! Me senti de novo adolescente confessando para a mãe uma arte!
Na verdade, nada de mais, mas essa arte foi matéria de muita conjectura por parte dos que só sabem de uma parte da história!
Muito bem, a história está sendo revelada... um monte de gente foi para a praia passar o Ano Novo, todos numa casa "X", eu também estava lá, mas em outra casa, com minha família. Eu tinha 15 ou 16 anos, e seria a primeira vez que iria a uma festa, não familiar no Ano Novo! Emoção!
Ficou combinado, então, com meus pais, que não voltaríamos (minha irmã e eu) naquela noite, iríamos ver o sol nascer, iríamos sei lá para onde depois da festa. A festa bombou, dancei a noite toda, naquele ano o hit era Rita Lee, sabe, "meu bem você me dá...".
Depois que o sol nasceu, um de nossos amigos disse que estava exausto e queria dormir, não aguentava mais tanta bagunça, nós, minha irmã e eu, que sempre agíamos em parceria, achamos que não haveria mal nenhum em levá-lo conosco, ele dormiria no nosso quarto, nossa irmã caçula, que era mais nova tinha ido dormir no quarto dos meus irmãos, estava tudo certo.
Entramos pela janela, já que não era possível explicar para o meu pai o caso em plena madrugada. Dormimos, acordamos antes do resto da família, pulamos a janela e voltamos para a farra.
Pronto, singelo assim, mas que nada! Foi ai que nos metemos numa bruta confusão!
Nós sabíamos que o moço tinha uma namorada que estava num tal de intercâmbio, não sabíamos que as amigas dela estavam incumbidas de cuidar do macebo, muito bem cuidado....
Ui! Quanto pano para manga!
Não sei se foi exatamente que assim que as coisas aconteceram, mas é assim que eu consigo e posso lembrar delas!
Fotos? Só com autorização escrita dos envolvidos!
Dessa maneira a identidade dos envolvidos continua preservada!

2 comentários:

Nei kS disse...

Meus deuses!

Paola disse...

AHahahahaha!
Engraçado, Nei é que essa história tão adolescente está rendendo até hoje, ainda mais que memória é uma coisa muito pessoal, cada um lembra de um detalhe, juntando tudo fica muito mais engraçado!