sexta-feira, 31 de julho de 2009

Profilaxia

(Na área da saúde, profilaxia, do grego prophýlaxis (cautela), é a aplicação de meios tendentes a evitar as doenças ou a sua propagação.)

Todos concordamos, estamos vivendo uma pandemia, e dessa vez fomos atacados, por essa razão somos bombardeados o tempo todo com informações e mais informações sobre como se proteger do tal vírus, das vítimas, dos números, números nem tão assustadores como pode parecer.
Nas escolas, as aulas foram suspensas, nas igrejas, o "pai-nosso" é rezado pelos fiéis, sem as mãos dadas, nos atendimentos ao público, as máscaras estão presentes, ninguém está seguro.
O remédio, dizem os órgãos competentes, está sendo produzido, não há vacina, a insegurança é total.
Todos querem saber, como se proteger da tal doença? Onde se compra? Quanto custa? Nada disso, lavando as mãos com água e sabão, evitando aglomerações (por isso as aulas foram suspensas), não compartilhando utensílios, como copos e talheres, ou seja, nenhuma novidade!
Quem tem, mais ou menos, a minha idade, deve lembrar do surto de tosse-comprida, a tal da coqueluche, por volta de 1969. Lembro bem, afinal eu fui contaminada e vi quando o vírus me atacou!
Meu avô, eu já contei, era um membro bem ativo do Rotary Club, era final de ano, como comemoração de Natal, centenas de crianças foram levadas ao ginásio do Pacaembu para um espetáculo circense (eu lembro bem do Arrelia e do Pimentinha - "Como vai, como vai, como vai? Eu vou bem, eu vou bem, eu vou bem!) e distribuição de presentes, minha mãe não gostou da idéia, achava que nós não deveríamos ir, mas sabe como é, né? A avó leva e traz, a insistência é corrosiva, minha mãe cedeu e amargou com os filhos todos doentes, nunca esqueço, ela passou o tempo do resguardo, todinho, espalhando impropérios impublicáveis!
Enquanto estávamos na arquibancada, na fileira atrás de nós, havia um menino que começou a tossir, tossir, tossir muito, tossiu bem em cima de mim, até que apareceu uma enfermeira e levou o coitado dali, mas o contágio já havia acontecido, quantas daquelas crianças adoeceram? Ninguém sabe, mas com certeza, foram muitas.
Depois em 1975, houve o surto de meningite, munidos de toda parafernália necessária os profissionais da saúde, foram às escolas, vacinaram todas as crianças, depois tomamos mais algumas doses, foi quando lançaram a vacina de pistola, aquilo era horrível, minha pressão caia toda vez!
Houve a febre-amarela, a malária, a tuberculose continua por aí, muda a doença, mas a profilaxia continua a mesma, desde a indicação de Nostradamus para a peste-negra.
Para evitar doenças é importante cuidar da higiene! Simples assim!
Alguém explica esse corre-corre? Propaganda enganosa? Um pouco! Interesses econômicos? Muitos!
Divulga-se que o único remédio que pode prevenir a tal gripe é um remédio produzido por um determinado fabricante, que vai produzir a tal droga e venderá aos governos interessados em conter o avanço da doença.
A indústria farmacêutica só faz pesquisas para desenvolver remédios que renderão muito dinheiro, se fosse diferente, outras doenças mais mortais já estariam disimadas. Sim existe interesse, também em disseminar o pânico entre a população.
Por isso, vamos com calma, né?


Um comentário:

asnalfa disse...

A imprensa quer audiencia. Por isso disseminam o caos. É uma pena que nunca arranjaram a cura da doencça de Chagas. Afinal, apenas pobres tem essa doenca (alem da tal barriga d'agua).