quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Rituais

O dia amanheceu nublado, friozinho, de tarde aquela chuva própria para deixar o trânsito do jeitinho que todo mundo sabe, parado!
Apesar das condições adversas, às sete horas, lá no Alto da Boa Vista, havia a missa de sétimo dia da amiga da filha-que-já-pode-votar. Ela já nem queria ir, me disse que não se importava com essas convenções, eu, a mãe caxias, achei que deveria levá-la, a hora e o lugar para chorar, homenagear e consolar a família, dividir a dor.
Pelo incrível que possa parecer, levamos exatos 61 minutos para percorrer os 13 quilômetros que nos separam da Igreja de Sant'Ana. Missa de Sétimo Dia é muito triste, essa foi muito mais triste.
Lá a filha-que-já-pode-votar encontrou as amigas do ginásio, a mãe de cada uma delas, antigas professoras, amigos. Falamos com os pais da menina.
Achei que ao voltarmos ela estava mais tranquila, talvez por ter visto que as amigas estavam sofrendo igual.
Nem sei se deveria escrever isso aqui, acontece que não foi só a filha-que-já-pode-votar que ficou abalada com a notícia da morte de sua amiga, eu também fiquei.
Acho que entendi a razão pela qual foi inventada a tal missa, uma maneira de dividir o peso da dor.

3 comentários:

Milena disse...

Que triste!
Fiquem bem!

bjo.

Paola disse...

Mi, Obrigada!
A história foi muito triste mesmo, a menina, 18 anos morreu de repente, estava falando com a mãe ao telefone, foi encontrada pelo pai...
Tô me recuperando!

Beijos

PAola

Victória disse...

Dividir a dor e perceber que os outros também sofrem, com certeza tem o poder de amenizá-la!
O conforto da família também ajuda, mas em caso de morte, acho que só o tempo é que vai poder curá-la...