sábado, 18 de outubro de 2008

Experiência... mais uma


Todo mundo já viveu alguma coisa assim.
Imaginem só: Seu filho foi convocado para participar de uma atividade esportiva. Será no sábado, num horário meio esquisito, num outro clube, meio fora de mão. Como sempre, sem valor nenhum, faz parte do esporte, participar das atividades.
Você vai, para seu filho participar, ter oportunidade de conhecer outras pessoas, ter outras experiências. É para isso que você incentiva o moleque.
Ao chegar lá, surpresa, tem gente que não entendeu o espírito da coisa.
Reclama, reclama, reclama, quando o filho entra no tatame,na quadra, na pista, no campo, na piscina, o pai dá uns gritos, desnecessários, o menino fica constrangido, manda uns gestos do tipo: "Pai, tá tudo bem, não precisa se preocupar!" O pai entende a mensagem, aos poucos vai caindo na real, não precisa se envolver tanto, ele é um menino, que por enquanto não tem nenhuma chance de ganhar medalha no próximo torneio mundial.
O pai deveria ter percebido que se seu filho poderia estar disputando alguma dessas vagas, junto aos grandes campeões pois ele está se submetendo às regras do jogo, usando seu auto-controle durante estes eventos, mostrando seu verdadeiro valor. Mostrando que o esporte ajudou no seu desenvolvimento pessoal, físico e psicológico. É um cara íntegro.
Depois da atividade, tudo acaba bem, todos voltam para casa com mais uma história para lembrar, com mais uma medalha para guardar. Semana passada até medalhista olímpico "pintou" no tatame.
Isso acontece hoje, aconteceu na semana passada, acontece em todas as atividades que levo meus filhos. Em alguns esportes a pressão é muito maior que em outros.
Outro dia presenciei algo do gênero, e consegui me controlar, minha vontade era chamar os pais na "chincha", mas achei melhor ficar quieta. Até comentei com as amigas, elas riram, até duvidaram de mim, muitas acharam que eu fui mesmo dar uma lição naqueles caras.
De verdade, se fosse possível eu teria pedido, aos pais e mães que se esforçam para que seus filhos se dediquem aos esportes: Mandar seu filho quebrar o outro, não é uma atitude construtiva, parece que você também quebraria alguém que atravessasse seu caminho, parece que você acredita nisso. Ao xingar o juiz de ladrão, você está mostrando ao seu filho que você não aceita as decisões, não acata as regras, nem autoridade constituída.
Estou apenas dizendo as coisas que eu gostaria de dizer para certos adultos que vejo por aí.
O Honorato, o Thiago Camilo, o João Derly, os três , se submetem às regras, respeitam o juíz e o adversário, e são campeões.
Quando levar seu filho numa dessas atividades, diga a ele aproveitar e aprender alguma coisa nova, para ele observar atitudes bacanas, apreciar a vitória, mesmo que não seja a dele.

2 comentários:

Kenia Mello disse...

Nessas horas, com filho envolvido, todo cuidado é pouco. Não dá para proteger, evitar, resolver, interferir. É preciso controle para que algo que deveria ser bacana não se transforme num trauma.
Beijo.

Milena disse...

Concordo! Pra variar...
E acho o Thiago Camilo um gato! Rá!

beijoooo