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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Vacinada

A postagem voltou!
As mudanças não!
Eu deveria ter feito um backup, eu deveria ter feito isso e aquilo, mas não fiz.... tenho, aqui no computador as imagens, vou reestabelecer uma parte do que estava feito!
Nada pode ser feito, nem estou reclamando estou aproveitando para fazer uma mudança, radical, vou preferir uma coisa mias ligth! afinal eu sou light!
Se eu fosse insistente eu colocaria o fundo que a filha que já pode votar fez para mim... mas não vou colocar, quero experimentar assim, mais leve! para os curiosos que não viram o lindo fundo... ele está ai, ó... bonito demais! Por hora será apenas a lembrança!
Aguardem!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O passarinho verde

Lá no salão, Adelaide se acostumou com a mulherada que chegava com vontade de confiar em alguém, contavam muitas histórias, Adelaide sempre foi a favor de que as mulheres fossem mais seguras, fizessem as coisas que tem vontade, sem se preocupar com o pensamento dos outros, com convenções inventadas sabe-se lá onde que pregam a castidade da mulher.
Ela sempre aconselha aos pais dos adolescentes, principalmente as mães, a ouvirem seus filhos, não acha que proibir de namorar vai resolver alguma coisa, ela acha, e por isso, agora é ativista do combate da gravidez não planejada, das doenças sexualmente transmissíveis, é orientar, responsabilizar, ensinar a proteção, fazer com que eles percebam que apesar de ser muito gostoso é preciso agir com a maturidade que a sexualidade exige.
Adelaide não se casou, isso não significa que ela não foi muito namoradeira, agora está mais sossegada, como ela mesmo se define, é uma solteira convicta.
Foi um namorado que ela teve que fez com que ela desenvolvesse essa alergia a compromissos amorosos.
Adelaide conheceu o moço, um tal de Orlando, ou era Arlindo? Era todo cheio das nove horas, na primeira vez que convidou a Adelaide para sair, entrou para pedir autorização ao pai dela e se comprometeu em trazê-la de volta antes da meia-noite! Adelaide ficou desconfiada, era cheio de salamaleques, isso irritava Adelaide.
O namoro foi ficando mais sério, com beijos ardentes, as mãos mais atrevidas, Adelaide percebeu que iria, finalmente conhecer o passarinho verde, estava bem animada. O namoro estava firme, o Orlando, ou era Arlindo? era tão certinho.
Um dia, cansada do suspense ela perguntou ao Orlando, ou Arlindo? se não ia rolar o rala e rola. Orlando, Arlindo? ficou assustado, como assim, Adelaide? Ele quis saber, com ele não passaria daquele ponto, ele não queria manchar o futuro da moça.
Adelaide ficou pasma e furiosa. Manchar o futuro? Tá louco cara-pálida? Adelaide não é pessoa de meio termo, ele ainda não tinha percebido? Que história mais descabida, com ela as coisas são pão, pão, queijo, queijo, ou dá ou desce, meu bem!
Adelaide ficou tão furiosa que deu um basta, chega de chove não molha.
Orlando ou era Arlindo? ficou acabado, inconformado, aparecia sem dar aviso, controlava, trazia presentes, tudo que ele fazia deixava a Adelaide mais louca da vida, até que ela deixou Orlando ou Arlindo? numa saia justa federal, olha aqui, ô Orlando (ou Arlindo), se você quer ficar comigo, vai ter que marcar uma data, eu quero casar até o ano que vem! Orlando, que não pensava nessas coisas saiu correndo, nunca mais voltou, dizem que ele ainda andou sondando o terreno, mas nunca teve coragem de aparecer.
Livre daquele relacionamento esquisito, cheio de tabus, Adelaide assumiu que queria conhecer, na intimidade o passarinho verde.
Isso parece fácil, mas Adelaide já acreditava que essa tinha que ser uma experiência positiva, com alguém que ela tivesse afinidade, confiança, a lista era longa, com um minuto de atenção a pessoa certa surgiu na sua frente, como ela estava decidida, a oportunidade não tardou a aparecer, Adelaide se jogou, aproveitou e gostou!
Depois disso teve outros namorados, outros relacionamentos, mas ela sempre soube que cabresto nehum era feito para ela.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O pileque da Matilde

- Eu trouxe o Cocktail, Matilde!
- Adelaide, eu não bebo, não gosto de vinho, cachaça, vermuth ou cerveja, prefiro a segura e velha Coca-Cola.
- Mas nem sempre foi assim, não é?
- Sempre foi assim, sim, enquanto todo mundo curte um drink alcoólico, eu mantenho-me sóbria, às vezes, fico entediada, que tanto essa gente ri quando bebe? Prefiro a ignorância, afinal fiofó de bêbado não tem dono e passarinho que come pedra sabe o bico que tem.
- Matilde, conta essa história direito, que eu lembro do velório da avó do Lorival.
- Ai, Adelaide, falando assim parece que a gente entornou na beirada da cova! Nem foi no velório!
- Ah! Viu como eu lembro?
- Adelaide, você está misturando as bolas, parece que bebe! Lembra que quando a nona morreu a família se reuniu no velório, nem tinham muito que chorar a pobrezinha já estava para prá lá de bagdá, já tinha emplacado a centena, ninguém esperava muito mais, estávamos tristes, mas ao que tudo indicava era a hora de passar dessa para melhor, já não reconhecia os parentes, já não juntava -com-cré, pobrezinha.
Na verdade é que enquanto rolavam os procedimentos do ritual, as poucas lágrimas se foram e deram lugar às lembranças antigas, a saudade de um tempo de intimidade, os primos e as primas começaram a imaginar que um encontro seria uma oportunidade boa para colocar a conversa em dia, foi só combinar um encontro, da "rapaziada", não eram convidados os "velhos", nem as crianças, era festa de adulto.
A prima de Piracicaba sugeriu um churrasco, o primo Dorival pensou num jantar numa cantina lá pros lados do Bixiga, finalmente a prima Dirce ofereceu sua casa no Butantã, coisa de primeira, todo mundo adorou a ideia.
- Eu lembro que ninguém entornou nada no velório, eu estava lá! Mas na festa que eu não fui convidada? Lembra Matilde? Você escolheu um caftã estampado, que você comprou lá na contrabandista do centro, importado do Havaii, sandálias prateadas com um cacho de cristais, a carteira prateada, e eu bem lembro que você passou a tarde no salão, eu caprichei, fiz um cabelo solto, bem armado, até na maquiagem, eu fiz. Matilde, você ficou fenomenal, parecia uma deusa do cinema. Bem ao seu estilo, no dia-a-dia, nem liga muito para essas coisas de cabelo, roupa e maquiagem, mas se tem motivo, não faz por menos, se monta e arrasa.
- Naquele dia eu descobri que o sucesso de qualquer evento depende do anfitrião, a prima Dirce e o marido estavam muito animados, receberam os convidados com sorrisos e drinks, mostraram a casa para todos, fizeram os primos e primas ficarem à vontade.
- Eu soube mesmo...
- Você não foi por que não quis.
- Eu não quis mesmo, reunião de família, só é bonita no retrato na parede!
- Estava um calor de rachar, era verão, quando chegamos a prima Dirce me ofereceu um suco de tomate, eu aceitei, adoro suco de tomate, eu estava tão animada que não percebi que estava mais prá suco de batata fermentada que outra coisa.
Depois veio um drink coloridinho, parecia bem fresquinho! O calor era tanto, a festa estava tão animada que nem me dei conta que não era só um Cocktail de frutas, acho que tinha rum.
Ai, eu já estava bem relaxada, o marido da prima Dirce me ofereceu uma dose de whisky, como eu nunca tinha experimentado, achei por bem aceitar.
- Essa história está muito comportada, Matilde!
- Eu fui bebendo, Adelaide, eu achei que a prima Dirce ia servir um jantar, fiquei esperando, achei melhor não comer os aperitivos para não estragar o apetite!
- Mas ninguém serviu jantar nehum!
- Pois é, foi ai que fiquei de pilequinho!
- Pilequinho, Matilde? Me contaram que a certa altura da festa você pediu a atenção de todos e começou a declamar poesias em francês! Você nem fala francês!
- Eu estava muito expressiva naquele dia, estava feliz de encontrar os primos.
- Além das declamações e uma "palhinha" de seus dotes musicais, me contaram que você fez uma apresentação de balé!
- É parece que sim, eu não lembro disso, não! Acho que não foi tanto!
- Matilde, como não foi tanto? Soube que você, também, propôs casamento ao marido da prima Dirce! Foi o mair rebu, a prima Dirce ficou mordida. De madrugada quando vocês chegaram, enquanto o Lorival abria o portão, você desceu do carro e gritava que estava com vontade de fazer xixi! Você, Matilde!
- Imagine, Adelaide, O Lorival fala isso para brincar com a gente!
- Matilde, que Lorival? Eu ouvi! Quando eu sai, você estava sentada no vaso de azaléia, com o vestido arregaçado, fazendo xixi!
- Agora você entrou na brincadeira do Lorival?
- Não, Matilde! A Azaléia morreu, a coitada. Eu ajudei o Lorival, fui eu quem te colocou no banho, enquanto ele fazia um café.
- Bem lembro do banho gelado e do café amargo!
- No dia seguinte você entrou no salão com a cara toda inchada, reclamando da ressaca...
- Ai que ressaca, essa eu me lembro bem!
- Você se deitou no chão, no meio das clientes, e pedia para que alguém parasse o mundo!
- Tá vendo, Adelaide, é por isso que eu não como bombom recheado, nem uso homeopatia, não tomo nem floral!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eu não assito novela!


Coisa estranha, ontem, enquanto a novela nova estreava eu estava aqui, escrevendo esse post, a filha que já pode votar me chamou, eu desliguei tudo, fiz uma barberagem, publiquei o título da postagem... oh meu Deus! que horror, que horror!
Ai, o mais engraçado acontece, hoje, ao verificar o meu e-mail, percebo que tenho um comentário num post que eu achava que não tinha publicado, alguém apareceu e escreveu alguma coisa que eu suponho que seja uma crítica, ácida, sobre minha publicação, como diz uma blogueira que eu conheço, "durmo na pia"!
Calma, já, já você chega na parte do "eu não assito novela", que provavelmente será muito mexida antes de ser publicada!
Devo lembrar que quando eu falo de novelas minha Macaca Velha interior vem para que eu não esqueça de todas as novelas que eu assisti, e a Chata-de-Galochas para me lembrar de tudo que que falei, pensei e escrevi sobre cada uma delas.
Apesar de não ter entendido o que o rapaz escreveu, apesar dos meus anos de sala-de-aula, que me ajudam ter uma compreensão de texto mais abrangente, entender as entrelinhas a subjetividade dos autores, a ausência de pontuação, a dedução ortográfica (sou capaz de ler um texto escrito em silábico, em silábico- alfabético) entendi que o conteúdo do comentário, suponho, que ele estava querendo dizer que, no Roda Viva da Cultura estavam discutindo os problemas da população e eu, com 40 anos, publico algo sem conteúdo ( oh, de novo, durmo na pia).
De fato o Roda Viva estava discutindo os problemas da população, mas quem assiste o Roda Viva sabe, é um programa onde os egos se enfrentam, nunca vi coisa mais chata, os entrevistadores, na ânsia de aparecer formulam questões ininteligíveis, que adianta assistir RodaViva? Nada, da mesma forma que não adianta assistir novela, BBB ou qualquer programa de auditório na televisão.
Antes de desligar o computador eu ia contar que a outra novela acabou sem que eu tivesse visto o começo, o meio ou o final, muita gente chamou a novela de "Decepicione", eu acompanhei a novela pelas propagandas da emissora, foi o bastante para saber que era fraca e pronto.
Já faz um tempo que eu decidi que não vou mais assistir novela, é um hábito muito fácil de se transformar em vício, claro que, às vezes, em certos casos, "Are baba," somos sugados pela curiosidade, mas só em certos casos. Todo mundo lembra que eu dizia que o Caminho das Índias era aula de kamasutra.
Acontece que a filha que já pode votar adora um primeiro capítulo e insistiu, eu cedi, afinal eu sou uma mãe e tanto!
De novo, fiquei decepcionada, o pessoal que escreve, dirige, produz e atua em novela se esquece que o público alvo pode ser tudo, mas não dá para ser tão burro quanto eles supõe. Gastam milhões e fazem um primeiro capítulo morno, sem graça?
O pessoal das novelas sofre de uma falta de criatividade que dá dó.
Vai ver é por isso que eles escalam sempre os mesmos artistas para fazer os mesmos papéis, a Nathália do Valle, de novo de mãe de irmãos em crise? O Antônio Fagundes fazendo a versão endinheirada do Juvenal Antena? Achei que o José Whilker já usou os mesmos óculos e os mesmos trejeitos em Roque Santeiro. Apesar de estar mais elegante a Camila Pitanga, me parece, requentou sua famigerada Bebel.
Esses são apenas os motivos teatrais da questão, acho que já está bom, é por isso que eu não assisto novela, eles não mudam, não aproveitam as experiência adquiridas para melhorar, para ir além.
Novela boa a gente não esquece, mas fica esperando que eles façam outras, melhores! toda vez eu prometo, às vezes e cumpro, dessa vez eu não vou assistir a novela! Essa é a minha promessa!
Na verdade vai ver não era isso que eu ia escrever antes de desligar o computador.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Macaca Velha


Todo mundo sabe o que quero dizer com "macaca velha"? Não?
Macaca Velha é alguém com experiência suficiente para não cair em roubadas, não se deixa enganar. Macaca Velha é alguém que, enquanto todo mundo está indo com o milho, ela já tem fubá pronto, faz tempo!
Pois é, apesar de muita gente achar que eu sou bobinha, minha macaca velha interior, hoje falou mais alto.
Conforme eu tinha previsto, me mantive muito tranquila até meio-dia, a falta da pia não me incomodou, mas como é sabido... meio-dia, macaco assobia.... liguei para a marmoaria, para combinar o horário da instalação.... não tinha instalador, como num passe de mágica, antes de ter um filho, pedi que tentassem me ajudar e me ligassem mais tarde.
Claro que não ligaram, eu liguei de novo, o dono me atendeu.... eu ia ficar sem pia hoje.
A macaca velha sentou no meu ombro e enquanto o dono da marmoaria tentava me dissuadir da ideia de instalar a pia hoje a macaca velha coxixava no meu ouvido.
Lembrei a ele nossa última conversa, na qual ele mesmo havia me sugerido tirar a pia um dia antes, que ele não ia me deixar sem pia... que o marceneiro estava esperando... só sei que se eu não tivesse insistido não tinha pia, em meia hora os instaladores estavam aqui.
Macaca velha é isso, a gente tem experiência e habilidade para resolver os problemas e claro, muito bom humor para não cair nas armadilhas do caminho!
A pia está instalada, escorada ainda, mas instalada, e é isso que me interessa!