terça-feira, 14 de julho de 2009

Chata de Galochas solta pelas ruas da cidade

Ok, até posso ser acusada de ser repetitiva, talvez seja mesmo, e daí?
Moro na maior cidade do hemisfério sul, azar meu, né?
A cidade cresce vertiginosamente, não há mais espaço para as pessoas, para os carros, para nada, até as árvores são arrancadas por estarem atrapalhando a fiação, o escoamento, etc e tal.
Hoje, a Chata-de-Galochas, chegou cedo, antes das sete. A culpa nem foi dela.
Resolveu-se que eu participaria de momentos emocionantes pela cidade, em dois dias.
Me mandaram ir até onde "judas perdeu as botas", aprazível o passeio, praticamente uma gincana, uma parte de carro, um ônibus, metro, baldeação, mais um ônibus, uma caminhada, (uma barca, um trem, um jegue) e chegar lá antes do Judas, claro. Depois, fazer o caminho de volta.
Eu, que até saberia ir de uma vez de carro, fiquei com preguiça, vai que chegando lá dou de cara com um valet, desses que temos nessa terra desvairada, hoje, estão cobrando por minuto, meia hora, quinze minutos, sempre os "olhos-da-cara", uma vergonha, então achei que seria mais "típico" usar a cobertura do transporte público.
Foi sorte, logo de cara, quando a Chata-de-Galochas despertou, estava ainda no carro, aqui bem pertinho de casa, perto da morada de nosso digníssimo governador, durante a madrugada, uma carreta, transportando uma caixa d'agua supersize, que provavelmente estava sendo levada para o Einstein, arrastou a fiação dos postes, a CET, interditou tudo para que a carreta descesse a Giovanni Gronchi pelo meio da pista, os marronzinhos, cada um em sua moto param o trânsito, desce da moto uma marronzinho e pergunta para o amigo: Acho que se a gente desviar a carreta por aqui, chega no hospital, né?" Ah! Então é assim uma "puta-duma-carreta-dessas" pode sair pela cidade assim, na louca? Naempresa, o pessoal da expedição carrega a mercadoria e grita lá de trás para o motorista: "toca!" É, é assim que as coisas acontecem nessa cidade? Sem autorização, sem engenharia de tráfego, sem ninguém que conheça o caminho, sem um puto de um caminhão da Eletropaulo para o caso de um cabo ser arrancado?
A CET está tirando muitas vagas de estacionamento das ruas, multando a três por quatro, vi outra marronzinha multando um carro numa rua sem saída, estava manobrando, também está criando uma arapuca em cada esquina, quando embicamos o carro num estacionamento, além do "Tic-tac", do comprovante piscando no bolso, só falta o manobrista avisar: "mãos ao alto, isso é um estacionamento".
Ontem, durante a primeira fase da gincana, tive que ir à região da Paulista, claro que o serviço de valet custava quinze pilas, pelo período de três horas, e o interessante é que na hora de pagar, na porta do hotel que sediou o evento, só "cash", ah! suspeitei desde o início, tá bom, onde tem um 24horas? na segunda travessa, a terceira esquerda!
O rapaz até se assustou, eu não me contive e disse: "Mas que coisa mais mequetrefe, estamos a três quadras da Paulista e vocês não conseguem uma maquininha de cartão? Qualquer boteco, tem, táxi tem! É o patrão, não quer! ele me disse!
Acho que o negócio é abrir um estacionamento.
Parece que eu fiquei furiosa, fiquei não, ontem eu estava de carona e eu sugeri que a gente juntasse as moedas, deu certo. Hoje, logo em seguida estacionei o carro no meu estacionameto predileto e resolvi curtir, e assim cheguei inteira em casa ao anoitecer!!!!

3 comentários:

Unknown disse...

A chata-de-galochas é sua filha?? Sabia disso nao hehehe!
Mas que odisseia hein Paola. Quando vc aposentar vê se vai morar no interior de SP ou de outro estado. Stress encurta a vida da pessoa. Ainda bem que moro no interior de GO.. apenas 80 mil habitantes.

Bjos.

Paola disse...

Asnalfazinha,
A Chata-de-Galocha é meu alter-ego, ela aparece assim sem mais nem menos, você sabe, lembra daquele filme... "um espírito baixou em mim"? Se não assistiu, procure, você vai adorar!

A idéia de uma vida mais calma me é animadora!
Interior de Goiás? Imagine só, eu no interiorzão? Uau!

Kenia Mello disse...

Ah, Sumpaulo, muitas saudades daí, mas dessas coisas, nadinha.
Beijos.