sábado, 10 de janeiro de 2009

Sete Vidas


Fazer o bem sem olhar a quem? Não é o caso, no filme, o personagem do Will Smith está buscando a redenção, procura e escolhe cada um dos beneficiários com rigor cirúrgico. Sem perdão, para alcançar a graça desejada, que chega feito um atropelamento de trem, o agraciado tem que merecer, os bons alcançam o paraíso.
A história é linda, é bem construída, como um quebra cabeças que vai se juntando, com peças que ficam soltas, com peças que não se encaixam. Apesar do filme começar com um suicídio, então ele morre antes do final, ainda assim o clima de ainda há esperança permeia a história toda.
Em comparação com o conjunto da obra, essa é bem mais humana que "Eu sou a Lenda " e "Hancock", mas o sentido é o mesmo. Será que o Will Smith está tentando alcançar a redenção e fazer com que todos esqueçamos seu passado de "maluco no pedaço"?
Ou ele é ainda mais oportunista e quer aproveitar o momento :"O salvador é negro" e tirar uma casquinha no slogan de campanha do Obama?
Acabou o filme eu e maridão ficamos tentando secar as lágrimas, mas depois que passou o primeiro impacto fui invadida por essas questões, vai ver estou sendo muito exigente com o Will.
Preconceito, talvez? Até pode ser, o caso é que fiquei com uma pulga atrás da orelha.